Adoção de criptomoedas: estes países vão na frente
O nível de adoção de criptomoedas está muito desiguamente distribuído pelo mundo.

A adoção de criptomoedas está muito desiguamente distribuída pelo mundo. Um estudo recente oferece insights interessantes sobre os principais países produtores de Bitcoin – com alguns nomes surpreendentes.
Com uma capitalização de mercado total de 2,4 bilhões de dólares (USD), o espaço cripto não é fácil de rotular como nicho. Na Europa, a adoção é, contudo, bastante lenta. Em outras regiões do mundo, Bitcoin, Ether, Tether e outros passam a fazer parte do cotidiano. Um estudo recente da Cryptocasinos mostra agora em quais países os maiores hodlers de crypto residem - e como os países da UE se comparam.
1º lugar: Emirados Árabes Unidos
A primeira surpresa: segundo o estudo, a adoção de crypto nos Emirados Árabes Unidos (EAU) é a mais alta do mundo. 30 por cento da população investe em criptomoedas. O volume de buscas por palavras relacionadas a criptomoedas é também o segundo maior do mundo, com 1.415 por 100.000 pesquisas no Google. Apenas em Singapura as pessoas pesquisam mais crypto no Google. Os EAU são até considerados o novo hotspot para mineiros de Bitcoin. A eletricidade é subsidiada no país e, portanto, barata.
2º lugar: Vietnã
Segundo o estudo da Cryptocasinos, 20 milhões de vietnamitas possuem criptomoedas como Bitcoin; isso representa cerca de 21 por cento da população. Além disso, 6,3 por cento do tráfego web de Binance vem do Vietnã. Uma das principais razões para o alto nível de adoção de crypto é a regulação permissiva no país. Além disso, a posse de criptomoedas é isenta de impostos no Vietnã.
3º lugar: EUA
O primeiro país ocidental da lista. Segundo o estudo, 15,6 por cento da população dos EUA possui criptomoedas. O volume de buscas por crypto também é notavelmente alto, com 1.014 perguntas sobre crypto por cada 100.000. E isso enquanto o presidente da SEC, Gary Gensler faz tudo para pôr fim à indústria emergente.
Os americanos visitaram a Coinbase mais de 48 milhões de vezes em março, o que representa 59 por cento do tráfego no site. Os EUA também responderam por 23,3 por cento do tráfego na Kraken, o que demonstra que os EUA adotam cripto ativamente e há movimento nas exchanges.
4º lugar: Singapura
Com 11 por cento de adoção de cryptos, a cidade-estado deixou de ser a líder. Ainda assim, o hub financeiro continua na dianteira. Além das empresas de Julian Hosp, também players globais como a Coinbase estabelecem operações em Singapura.
5º lugar: Ucrânia
Mais de dez por cento dos ucranianos possuem BTC e outras criptomoedas. Segundo o estudo, 4,8 por cento do tráfego da Binance vem da Ucrânia. O governo trabalha ativamente na integração do setor à economia do país. A cripto terá um papel decisivo no processo de reconstrução. O vice-ministro ucraniano da Transformação Digital, Alex Bornyakov, explica em entrevista: “Especialmente pagamentos peer-to-peer têm ganhado popularidade em tempos de guerra. Cidadãos apoiam amigos, familiares ou o exército com criptomoedas.”
E na UE?
A União Europeia quer posicionar-se como região amiga das criptos. Com o regulamento MiCA, a aliança de estados impôs no ano passado regras padrão para o setor. Em alguns momentos houve menção a uma proibição total de criptomoedas de proof-of-work como o Bitcoin. No entanto, isso não foi incluído no documento final. Em vez disso, a MiCA agora impõe obrigações de licenciamento e de whitepaper para os prestadores, regula a formação de reservas, por exemplo, para stablecoins, e exige que empresas separem estritamente ativos de clientes e da empresa. Estas regras estão a ser implementadas. O processo deve estar concluído até 2025.
Quanto à adoção, este passo ainda não se faz sentir de forma significativa. A Alemanha é o país da UE com a taxa de adoção mais alta, 5,8 por cento. É seguida pela França, com 4,7 por cento.