Apreensão no Darknet: o governo dos EUA quer vender 132 milhões de dólares em Bitcoin
O dinheiro provém do Silk Road, incluindo a posse de um ex-agente corrupto.

O dinheiro provém do Silk Road, incluindo a posse de um ex-agente corrupto. Washington detém vários milhares de milhões de dólares em BTC oriundos do Darknet.
Como se costuma dizer? O crime não compensa. Mas para o governo norte-americano, sim. Ele pretende vender 132 milhões de dólares em Bitcoin que apreenderam a criminosos.
A venda decorre de uma decisão do tribunal distrital de Maryland. Os BTC foram apreendidos durante a famosa investigação do Silk Road.
Trata-se de quase 3.000 Bitcoin.
O Silk Road era o maior mercado no Darknet, uma parte da Internet acessível apenas através do navegador TOR. Além de ativistas e dissidentes que recorrem a técnicas de ocultação, o Darknet é também utilizado por criminosos.
O Silk Road foi criado em 2011 por Ross Ulbricht. Foi detido pela FBI em 2013 e condenado em 2015 — duas sentenças de prisão perpena mais 40 anos. O Silk Road foi encerrado.
Na praça, eram vendidas armas, drogas e outros artigos ilegais, muitas vezes em troca de Bitcoin.
Pode ler aqui a história completa deste caso espetacular.
Os cerca de 3.000 BTC desta operação provinham de duas fontes distintas.
Uma parte regressa a um lavador de dinheiro, Ryan Farace, condenado a 54 anos de prisão.
A outra parte provém da posse de um ex-agente dos EUA, Shaun Bridges. Ele integrou a Baltimore Task Force contra o Silk Road, mas desviou BTC da investigação. Foi condenado a seis anos de prisão.
A venda de Bitcoin é regulada e será supervisionada pessoalmente pelo Ministério Público, segundo uma declaração.
Washington detém, no total, mais de 210.000 BTC, tornando-se num dos maiores acumuladores de sempre. Mais da metade resulta de apreensões no Silk Road.
O preço do Bitcoin está atualmente sob pressão, principalmente devido à venda pela Grayscale, um gestor de ativos e patrocinador de ETFs. A empresa vendeu, nas últimas semanas, mais de US$ 4 mil milhões em BTC.