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Maxine Waters opõe-se à inclusão de criptomoedas nos planos de pensões 401(k) nos EUA

Waters considera as criptomoedas demasiado arriscadas para as poupanças em 401(k), enquanto a SEC ainda trabalha num quadro de proteção. O debate também abrange private equity, imobiliário e MiCA na Europa.

Maxine Waters opõe-se à inclusão de criptomoedas nos planos de pensões 401(k) nos EUA

Pontos principais

  • Maxine Waters opõe-se a uma proposta para abrir os planos de pensões 401(k) a investimentos alternativos, incluindo criptomoedas.
  • Pede ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos que retire a proposta devido aos riscos para os investidores comuns e à volatilidade dos ativos digitais.
  • O debate é relevante para os decisores políticos europeus, que veem desafios semelhantes nas criptomoedas em produtos de poupança tradicionais.

Maxine Waters, uma influente representante democrata na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, manifestou-se contra a proposta do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos que pretende abrir os planos de pensões 401(k) a investimentos alternativos, entre os quais se incluem as criptomoedas. Waters, que poderá em breve voltar a presidir à House Financial Services Committee, enviou uma carta detalhada a pedir que a proposta seja retirada, invocando os riscos para os investidores comuns.

Críticas aos ativos digitais nos fundos de pensões

Em março, o Departamento do Trabalho apresentou uma proposta de regra que incentivaria os gestores de investimento dos planos 401(k) a incluir ativos alternativos como private equity, imobiliário, matérias-primas e ativos digitais. A iniciativa surgiu na sequência de uma ordem executiva do antigo presidente Donald Trump. Na carta, Waters defende que não faz sentido considerar os ativos digitais adequados para a poupança para a reforma enquanto a Securities and Exchange Commission (SEC) ainda trabalha num quadro de proteção para os investidores. A deputada chama ainda a atenção para a forte volatilidade dos tokens e para a quebra mais ampla no ecossistema digital, onde o volume de negociação e o envolvimento dos utilizadores têm vindo a diminuir.

Regulação e supervisão nos EUA

Apesar de a House Financial Services Committee não supervisionar diretamente o Departamento do Trabalho, a comissão tem autoridade sobre a SEC, responsável pela regulação dos investimentos. Waters alerta que o mercado de ativos digitais continua a operar fora de qualquer quadro federal e tem provocado perdas significativas para os investidores. A proposta estabelece procedimentos destinados a ajudar os gestores fiduciários a avaliar investimentos alternativos com base em fatores como desempenho, custos e liquidez, mas as preocupações com a segurança e a transparência dos ativos digitais mantêm-se elevadas.

O debate cruza-se também com preocupações mais amplas em Washington sobre até que ponto o setor necessita de proteção. Nesse contexto, vários grupos alertaram recentemente que isenções mais amplas na CLARITY Act podem dificultar a aplicação da lei contra atividades ilegais com criptomoedas.

Relevância para os investidores europeus

O debate nos Estados Unidos sobre a inclusão de criptomoedas em planos de pensões também pode ser relevante para investidores e decisores políticos europeus. Este caso ilustra os desafios associados à integração de instrumentos de investimento voláteis em produtos de poupança tradicionais. Os reguladores europeus acompanham de perto desenvolvimentos semelhantes, sobretudo agora que a regulamentação MiCA entra em vigor e o mercado de criptomoedas continua a movimentar-se a nível global.


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