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MoneyGram lança cartão de stablecoin com pagamentos Visa

O cartão estreia na Colômbia e associa um saldo em dólares a pagamentos Visa através da stablecoin da Circle. A MoneyGram quer mais tarde lançar também o seu próprio MGUSD e um cartão físico.

MoneyGram lança cartão de stablecoin com pagamentos Visa

Pontos principais

  • A MoneyGram lança um cartão que permite aos clientes manter e gastar um saldo em dólares em qualquer comerciante que aceite Visa.
  • O MoneyGram Card estreia na Colômbia e será mais tarde alargado a mais mercados; ainda este ano seguirá também um cartão físico.
  • O cartão utiliza primeiro a stablecoin da Circle e depois o próprio token MGUSD da MoneyGram, desenvolvido com a Rain, a Crossmint e a blockchain Stellar.

A MoneyGram dá continuidade à sua estratégia de stablecoin com um novo cartão que permite aos clientes manter e gastar um saldo em dólares em qualquer comerciante que aceite Visa. O MoneyGram Card será lançado primeiro na Colômbia e deverá expandir-se para mais mercados nos próximos meses. Este passo mostra como os dólares digitais são cada vez mais utilizados fora do próprio mercado das criptomoedas, também para pagamentos do dia a dia.

Como funciona o cartão

Os clientes podem inscrever-se através da aplicação da MoneyGram, adicionar o cartão digital à sua wallet móvel e pagar com ele online ou em lojas. Além disso, podem enviar dinheiro para si próprios e levantar o montante em moeda local em numerário nos locais da MoneyGram. Ainda este ano, a empresa quer também lançar um cartão físico, com apoio para levantamentos em caixas automáticos.

O cartão começa com a stablecoin da Circle. Depois, deverá seguir-se o próprio token MGUSD da MoneyGram, informou a empresa. O cartão foi desenvolvido com a empresa de pagamentos em stablecoin Rain, a fornecedora de wallets Crossmint e a blockchain Stellar. A MoneyGram associa assim a sua rede existente de transferências de dinheiro a um produto de pagamento mais próximo do uso quotidiano.

As stablecoins tornam-se mais visíveis

O lançamento enquadra-se numa mudança mais ampla, na qual as stablecoins são cada vez mais utilizadas para pagamentos, remessas e pagamentos empresariais. Segundo a PaymentScan, o volume de stablecoins ultrapassou os 1,1 mil milhões de dólares (0,9 mil milhões de euros) em agosto. No mercado mais amplo, essa tendência também é visível: os gastos em cartões relacionados com stablecoins da Visa subiram no quarto trimestre do exercício de 2025 para uma taxa anualizada de 3,5 mil milhões de dólares (3 mil milhões de euros), uma subida de 460% em termos homólogos. Em julho de 2026, foi ainda registado um recorde de 1,04 mil milhões de dólares (0,9 mil milhões de euros), com quase 9 milhões de compras.

A MoneyGram tem uma vasta rede de distribuição para fazer essa ponte entre dinheiro digital e numerário. A empresa afirma servir mais de 60 milhões de clientes ativos em mais de 200 países e territórios, com quase 500.000 locais físicos. No início deste ano, introduziu já o MGUSD na Stellar, emitido através da Bridge, a empresa de infraestrutura de stablecoins da Stripe. Isto enquadra-se na ascensão mais ampla dos programas de cartões de stablecoin, nos quais redes de pagamento e fintechs combinam cada vez mais infraestruturas onchain com a infraestrutura de cartões existente.

Porque é que isto é relevante

Para os seguidores europeus das criptomoedas, isto é sobretudo relevante porque mostra como as stablecoins estão cada vez mais a aproximar-se dos fluxos de pagamento comuns. Isso pode ser importante para entidades que analisam pagamentos com cartão, wallets e transferências transfronteiriças, mesmo agora que os bancos e as empresas de pagamentos europeias experimentam com mais frequência iniciativas de stablecoin. O passo da MoneyGram enquadra-se, assim, num mercado mais amplo em que os dólares digitais não são apenas um instrumento de negociação, mas também um meio de pagamento para o uso diário.


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