Finst

Agentes de IA alteram as regras das carteiras de criptomoedas com autonomia controlada

Stablecoins, carteiras e plataformas de negociação recebem uma nova camada de automatização, mas apenas com limites rigorosos e aprovação humana. Em especial para pagamentos e gestão de portfólio, cresce o papel da autonomia controlada da IA.

Agentes de IA alteram as regras das carteiras de criptomoedas com autonomia controlada

Pontos principais

  • Os agentes de IA têm cada vez mais acesso a carteiras de criptomoedas, exchanges e aplicações de pagamento para preparar transações e executar tarefas repetitivas.
  • Pagamentos, tratamento de faturas e gestão de portfólio são considerados as primeiras aplicações práticas, sobretudo com stablecoins para pagamentos transfronteiriços.
  • Os especialistas alertam para o desvio de mandato, exploits rápidos e volatilidade do mercado, e sublinham limites rigorosos, aprovação humana e reautorização.

Os agentes de IA estão a encontrar cada vez mais o seu lugar no mercado das criptomoedas através de carteiras, exchanges, aplicações de pagamento, plataformas de negociação e ferramentas de portfólio. Assim que um agente recebe autorização para assinar em nome do utilizador, pode preparar transações, reequilibrar ativos, pagar faturas, utilizar contratos inteligentes e operar a grande velocidade dentro de aplicações on-chain. Isto dá origem a uma nova categoria de produto em torno da autonomia controlada, na qual o utilizador continua a ser o proprietário dos fundos e o software executa tarefas repetitivas dentro de regras previamente definidas.

Pagamentos e gestão de portfólio como primeiras aplicações

Segundo os especialistas, o pagamento de faturas e a execução de pagamentos são o primeiro uso mais evidente dos agentes de IA. Estas tarefas estão bem delimitadas em termos de parâmetros, como montante, destinatário e momento, o que as torna adequadas para execução automatizada. As stablecoins oferecem, em especial, um meio eficiente para pagamentos transfronteiriços, sobretudo em mercados onde as transações bancárias tradicionais são lentas e dispendiosas. A negociação e a gestão de portfólio também estão tecnicamente maduras para apoio por IA, embora o maior desafio esteja na criação de modelos de governação e autorização que impeçam os agentes de agir fora dos mandatos pretendidos. A Coinbase introduziu recentemente contas especiais para bots que podem negociar e pagar em nome dos utilizadores, com limites de gastos e levantamentos como segurança adicional.

Controlo rigoroso e acesso faseado aos fundos

As carteiras foram originalmente concebidas para a aprovação humana de cada transação, mas os agentes de IA podem preparar e executar várias ações em simultâneo. Por isso, é necessário um modelo de autorização em camadas, no qual as tarefas rotineiras possam decorrer automaticamente, mas as grandes transações, os novos contratos ou as posições alavancadas exijam sempre aprovação humana. Os especialistas aconselham uma atribuição gradual de acesso: primeiro observar e aconselhar, depois executar de forma limitada e, apenas com fiabilidade comprovada, receber um mandato mais amplo. São cruciais os limites à alocação máxima, às perdas diárias, às posições e aos levantamentos, combinados com reautorização com base no tempo. Além disso, os utilizadores devem poder intervir com botões de pausa, alertas e possibilidades de reversão.

Novos riscos de segurança e impacto on-chain

A velocidade com que os agentes de IA atuam traz também novos riscos. O desvio de mandato, em que os agentes agem fora das suas instruções, pode rapidamente conduzir a perdas elevadas. Os exploits podem propagar-se numa fração de segundo por várias carteiras e contratos antes de os utilizadores conseguirem intervir. Além disso, agentes maliciosos podem tentar manipular os agentes com dados falsos ou informação contratual prejudicial, o que pode desencadear ações indesejadas. Por outro lado, a reação simultânea de muitos agentes à mesma informação de mercado pode provocar movimentos bruscos do mercado e volatilidade.

No que diz respeito à atividade on-chain, os agentes de IA podem combinar diferentes estratégias graças à flexibilidade das aplicações de blockchain, como spot trading, futuros, empréstimos e concessão de empréstimos. Os volumes sustentáveis surgem sobretudo quando os agentes criam valor económico, por exemplo através de pagamentos, gestão de tesouraria e liquidação, em vez de se limitarem a atividades de negociação entre si. A expectativa é que a negociação e a arbitragem orientadas por agentes ocorram primeiro em ambientes controlados e, mais tarde, se expandam para blockchains públicas, onde terão acesso a uma vasta gama de contrapartes e protocolos.

Relevância para os utilizadores europeus de criptomoedas

Para os utilizadores europeus de criptomoedas, a ascensão dos agentes de IA nas carteiras pode abrir novas possibilidades para uma gestão mais eficiente de criptoativos e pagamentos. Ao mesmo tempo, esta evolução sublinha a importância de regras rigorosas de segurança e autorização para evitar abusos e prejuízos financeiros. À medida que a regulamentação em torno dos ativos digitais continua a desenvolver-se, também a vertente jurídica e de conformidade da utilização de IA em cripto ganhará importância. Por isso, é relevante que os utilizadores e prestadores europeus acompanhem de perto estas tendências e implementem salvaguardas adequadas.


Aviso: Este conteúdo é destinado apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro, de investimento, jurídico ou fiscal. As informações fornecidas podem estar incompletas, imprecisas ou desatualizadas e não devem ser utilizadas como aconselhamento. Nenhuma informação neste website deve ser considerada uma recomendação para comprar, vender ou manter qualquer criptomoeda. Investir em criptoativos envolve risco de perdas.