Descentralização
A descentralização significa que o controlo não está nas mãos de um único banco, empresa ou governo. O controlo é distribuído por vários participantes independentes.
O que é a descentralização?
Num sistema centralizado, uma única entidade decide como o sistema funciona. Por exemplo, um banco processa pagamentos. Num sistema descentralizado, muitos participantes trabalham em conjunto, sem um administrador central.
Em muitas redes de criptomoedas, os computadores, também chamados nós, mantêm em conjunto uma blockchain. Uma blockchain é um registo partilhado de transações. Os participantes verificam, segundo regras definidas, se as novas transações são válidas.
Isto não significa que todos os projetos de criptomoedas sejam totalmente descentralizados. A tecnologia pode estar distribuída, enquanto um pequeno grupo continua a ter muita influência nas decisões ou no desenvolvimento.
Um exemplo de descentralização
Imagine que envia criptomoedas através de uma rede descentralizada. Não é um único banco que controla o pagamento. Vários nós verificam se tem saldo suficiente e se as mesmas criptomoedas não foram enviadas anteriormente.
Se a rede aprovar a transação de acordo com as regras, esta é adicionada à blockchain. Assim, ninguém precisa de confiar apenas numa única organização.
Porque é que a descentralização é importante nas criptomoedas?
A descentralização é importante porque pode tornar as redes de criptomoedas menos dependentes de uma única entidade. Quando não existe um centro que controla tudo, é mais difícil para um participante alterar dados sem autorização.
Nas notícias sobre criptomoedas, pode encontrar referências à descentralização, por exemplo, em atualizações sobre redes blockchain, validadores ou a distribuição do direito de voto. Estas notícias podem indicar quem tem influência na rede e até que ponto esta funciona de forma independente.
A descentralização também tem desvantagens. Estas redes podem ser mais complexas e, por vezes, ter dificuldade em processar transações de forma rápida e económica. Além disso, quem gere as suas próprias criptomoedas é responsável por estas: a perda de acesso à chave privada, por exemplo, muitas vezes não pode ser revertida.